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Domingo, 15 Dezembro 2019 - Periocidade diária
2019-09-14 11:57
Frederico Morais faz história e garante vaga olímpica para Portugal

O surfista da Linha de Cascais, Frederico Morais “Kikas” garantiu esta madrugada uma vaga olímpica para Portugal nos ISA World Surfing Games, o mundial da categoria a decorrer no Japão.

Kikas não conseguiu ultrapassar Kelly Slater e Kolohe Andino nas meias-finais do “main event”, mas prossegue nas meias-finais das repescagens e ainda com boas hipóteses de chegar à final das medalhas neste Mundial do surf, o que é mais do que se pode dizer do espanhol Vicente Romero, do italiano Angelo Bonomelli e do alemão Leon Glatzer que caíram na ronda 8 das repescagens. Eliminações que ditaram automaticamente a qualificação olímpica para Portugal, já que tornaram Frederico Morais o melhor europeu em prova.

Frederico Morais reforça assim o seu nome na História do Desporto nacional e do surf em particular. Um feito que o surfista da Linha de Cascais, poucos minutos depois do final da prova, ainda estava a assimilar.

“É um dia muito especial. Ter conseguido esta vaga para Portugal deixa-me muito orgulhoso, não há muitas palavras. Ainda não digeri bem porque achava que hoje ainda havia mais campeonato e estou focado na prova, mas agora que deram off já vai dar para celebrar um bocadinho com a Seleção e com a família, pelo telemóvel, este feito. Ser o primeiro português a conseguir apuramento para os Jogos Olímpicos sabe muito bem”, congratulou-se Frederico Morais, acrescentando que uma presença nos Jogos Olímpicos passou rapidamente de um sonho para um objetivo concreto:

“Só há muito pouco tempo é que uma pessoa começou a sonhar. Quando se começou a falar disto e começou a ser mais palpável, defini isso como objetivo para mim, ser um atleta olímpico e levar Portugal e o surf português ao mais alto nível, dar a conhecê-lo ao Mundo inteiro. E conseguir isto depois de uma semana de heats difíceis, frente aos melhores surfistas do Mundo...conseguir uma vaga para Portugal é um orgulho e o culminar de um grande dia.”

Mas o Mundial ainda não acabou e Frederico Morais mantém intacta a ambição na prova, mesmo com a meta olímpica já atingida: “Continuando em prova, agora nas repescagens, tenho o mesmo objetivo: sonhar alto, mas heat a heat. Vou concentrar-me em apanhar as melhores ondas e, se Deus quiser, continuar até à final.”

A dimensão da tarefa de Frederico Morais no que resta deste Mundial é titânica. Basta atentar à composição da final do “main event”: Kelly Slater, 11 vezes campeão mundial, Gabriel Medina, duas vezes campeão mundial, Italo Ferreira, sexto classificado do World Tour, e Kolohe Andino, terceiro classificado do World Tour.

Mas ainda antes, Frederico terá de ultrapassar o indonésio Rio Waida e o japonês Shun Murakami nas repescagens. Um desafio para a madrugada portuguesa.

Recorde-se, finalmente, que estes ISA World Surfing Games atribuem oito vagas olímpicas: quatro a serem distribuídas por cada um dos melhores surfistas masculinos de Europa, Ásia, Áfica e Oceania e outras quatro a serem atribuídas às melhores surfistas de cada um destes continentes, com as duas vagas americanas já garantidas nos Jogos Pan-Americanos. A estas vagas acrescem aquelas que serão conquistadas nos ISA World Surfing Games de 2020 (4 homens e 8 mulheres) mais as atribuídas no circuito mundial da World Surf League (10 homens mais 8 mulheres).

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