Director: João Carlos Vieira
Quinta, 14 Novembro 2019 - Periocidade diária
2019-09-09 08:23
Teresa Bonvalot, Carol Henrique e Yolanda Sequeira em frente no mundial

As três surfistas nacionais em prova escorregaram na segunda ronda do mundial de surf, mas seguem em frente, embora no percurso de repescagem, desta competição a decorrer no Japão.

Depois de um primeiro dia notável com Teresa Bonvalot a dominar o seu heat da primeira ronda destes ISA World Surfing Games, também Carol Henrique e a campeã nacional de 2019, Yolanda Sequeira seguiram para a ronda número dois. Todavia, todas acabaram por escorregar nas respetivas provas desta fase, e seguem agora no percurso de repescagem.

Já nesta fase, a atleta da Linha de Cascais, Teresa Bonvalot, entrou a ganhar na ronda 2 da repescagem, passando o seu heat em primeiro, batendo Hannah Bennet, das Fidji, Regina Pioli, do México, e Shauna Ward, da Irlanda. Yolanda Sequeira e Carol Henrique competem nesta ronda 2 de repescagem apenas amanhã, cerca da meia-noite, hora portuguesa.

Para os menos familiarizados com o formato de competição na International Surfing Association (ISA), isso significa que os surfistas em competição ainda podem chegar à grande final, mas têm de seguir um percurso paralelo ao da qualificação e, caso resistam a todas as rondas, disputar uma final de repescagem que dá acesso à “grande final” que atribui as medalhas.

Assim, o selecionador David Raimundo reagiu com naturalidade a este triplo incidente de percurso, relativizando: “Não é o ideal, mas não é anormal e muito menos catastrófico, longe disso. O nível está muito alto e infelizmente caíram para as repescagens, mas continuam a ter todas as hipóteses de chegar à final, apenas já não podem falhar mais. Isto tem tudo a ver com a natureza do formato destas competições. A Carissa Moore [EUA] que já foi campeã mundial também seguiu para a repescagem na ronda 2 e outras atletas do World Tour também já estão na repescagem, apenas não podem perder mais até ao fim.”

David Raimundo também negou qualquer possibilidade de dano psicológico que pudesse abalar o espírito da equipa. “Estamos a falar de três atletas muito experientes em competição internacional e que sabem que este tipo de coisas acontece nestes campeonatos. Não estão minimamente abaladas e mantém a convicção e a vontade de lutar pela vaga olímpica”, assegurou o técnico nacional.

Recorde-se que estes ISA World Surfing Games, que decorrem em Miyasaki até dia 15 de Setembro, atribuem oito vagas para os Jogos Olímpicos de Tóquio, a serem atribuídas aos 4 melhores surfistas masculinos e 4 femininos de cada continente (Europa, Ásia, África e Oceania), já que a vaga do continente americano ficou definida nos Pan-Americanos, com o Peru a conquistar o seu lugar em Tóquio 2020.

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