Director: João Carlos Vieira
Segunda, 14 Outubro 2019 - Periocidade diária
2019-07-18 17:48
Oeiras apresenta exposição “Territórios com História: Quinta do Marquês”

A Câmara Municipal de Oeiras vai apresentar a exposição “Territórios com História: Quinta do Marquês”, de 25 de julho a 11 de agosto, na Casa da Arquitetura, sita na Rua Sacadura Cabral, n.º 61, Cruz Quebrada – Dafundo.

Esta exposição centra-se na apresentação do espólio Arquitetónico de valor histórico e cultural que é a Quinta do Marquês de Pombal, conjunto arquitetónico que representa uma imagem de marca do concelho de Oeiras.

“Territórios com História: Quinta do Marquês” leva-nos a uma viagem pelo tempo. Permite-nos descobrir uma Oeiras esquecida, um território de quintas e palácios, uma paisagem natural de uma beleza exuberante. Dá-nos a conhecer um património único, que contribuiu de forma decisiva para a construção da identidade da Vila de Oeiras.

A obra Pombalina existente no concelho de Oeiras, veio transformar ao longo de séculos de existência, tudo o que a vista abrangia, desde o centro da vila às estradas e ruas de acesso, numa paisagem utópica que oferece ainda hoje uma marca monumental que se estende desde o Palácio, à vila, emocionando todos os que por aqui passam.

Localizada em Oeiras, as origens desta propriedade remontam a 1676, quando Sebastião José de Carvalho, avô do futuro Marquês de Pombal, adquire um conjunto de terras, que constituíram o início da Quinta de Oeiras, Morgadio de Oeiras.

Posteriormente, a quinta foi aumentando devido à aquisição de uma série de terrenos circundantes, dando início a diversas obras de melhoramento, que, após a morte do tio do futuro Marquês de Pombal (1737) ganhava ainda mais impulso. A construção do palácio e a campanha decorativa que se haviam iniciado anos antes ganhavam novo impulso, sobretudo devido ao esforço do Marquês de Pombal e seus dois irmãos. Um projeto que tem vindo a ser atribuído a Carlos Mardel, um arquiteto húngaro que teve um papel preponderante na reconstrução da baixa pombalina em Lisboa.

O dinamismo e o poder político e económico do então Marquês de Pombal, trouxeram ao seculo XVIII, e a Portugal, uma série de inovações tecnológicas e um emparcelamento e funcionalidade do espaço que permitia produzir e transformar os produtos, para comercialização e conquista de mercados europeus.

Atualmente, a Quinta do Marquês de Pombal, integra a Quinta de Baixo, onde se situa o Palácio e a Quinta de Cima que corresponde a cerca de 80% da área total da propriedade cuja área murada ocupa cerca de 130 hectares. Globalmente constitui-se como uma propriedade modelar agroindustrial.

A Quinta do Marquês é atravessada pela ribeira da Lage, eixo em torno do qual se desenvolvem os núcleos e edificações. Apresenta um conjunto arquitetónico que, apesar de atualmente degradado, representa para todos os que a conhecem uma imponência e significado forte pela presença dos monumentos que se destacam na paisagem.

Por último, recorde-se que a Casa da Arquitectura nasceu da vontade de criar um espaço que permita à comunidade a sua utilização e paralelamente, seja uma forma de melhor entender o pensamento/trabalho dos arquitetos portugueses e da arquitetura, assim como todo o seu processo criativo.

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