"Estou orgulhoso do que fiz nestes Jogos Olímpicos, Em apenas cinco meses, "forçado" a começar do zero na classe laser, qualificar o País, ganhar as selecções e terminar em 22º lugar no Mundial e nos Jogos Olímpicos é para mim mais uma grande vitória" declarou o atleta.
"Claro que eu ambicionava mais nos resultados mas percebi que com ventos a soprar acima de 13 nós de intensidade, o ritmo de regata é muito alto para quem treinou apenas cinco meses. Ainda assim fiz tudo por tudo para dar o salto para os 15 primeiros e sempre que o vento baixou dos 13 nós estive por várias vezes no Top 10, inclusive na Regata que terminei em 3º lugar que me deu um prazer especial no campo de Regatas junto a terra. Demonstrei a minha capacidade de sofrimento mais uma vez".
"Fiz tudo para dignificar e honrar Portugal e os meus patrocinadores. Resta-me agradecer ao meu treinador Luis Rocha por me ter ajudado a superar os limites físicos e psicológicos, à Nespresso por ter acreditado no meu sonho, fundamental para a minha motivação, à Câmara Municipal de Cascais pelo apoio incondicional e financeiro à equipa olímpica de vela, ao Clube Naval de Cascais pela colaboração e sintonia em todos os momentos desta campanha”, adiantou.
Gustavo Lima irá aguardar com expectativa a decisão do Comité Olímpico sobre a continuidade dos atletas no Projecto Rio 2016. O Atleta de Cascais vai também aguardar qual será o objectivo da Federação Portuguesa de Vela para a próxima campanha olímpica visto que a equipa de vela presente em Londres já teve pelo menos três "baixas", Gustavo Lima, Afonso Domingos e Frederico Melo que saíram automaticamente do Projecto Olímpico.
"Já tive uma conversa com o Presidente da Federação Portuguesa de Vela, José Leandro que me garantiu que tudo fará, para que quem saiu do Projecto Olímpico não fique prejudicado e transmitiu-me ainda também que quer angariar apoios extra para nos prepararmos para o Rio 2016. Fico a aguardar nos próximos meses noticias sobre esta e outras matérias", concluiu o velejador de Cascais.



